15/01/2004

Guterres lidera reforma da ONU
António Guterres vai liderar um grupo de trabalho, no âmbito da Internacional Socialista (IS), que até ao final deste ano apresentará uma proposta detalhada para a reforma das Nações Unidas.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da IS referiu que alguns dos princípios base desse documento vão ser defendidos nas suas intervenções no Fórum Social Mundial, que decorre em Bombaim (Índia) a partir de sábado.
«É preciso criar progressivamente um consenso para a reforma da actual ordem mundial, o que por agora é praticamente impossível de conseguir, sobretudo devido à estratégia contrária seguida pela administração norte-americana de George W. Bush», justificou o ex- chefe do governo português.
Sobre os princípios base da IS para a reforma das Nações Unidas, António Guterres apontou a revisão do conceito de intervenção (militar) internacional em espaços do mundo onde se verifiquem genocídios ou onde se encontre em causa o respeito pelos Direitos Humanos.
No que diz respeito à vertente institucional, a IS defenderá o alargamento do número de membros no Conselho de Segurança, dando representatividade a países do hemisfério Sul, e a limitação do direito de veto.
«Não aceitamos que o direito de veto possa ser aplicado em relação a todo o tipo de matérias, tal como ainda acontece», referiu o ex-primeiro-ministro, defendendo ainda a constituição de «uma força militar rápida» no âmbito das Nações Unidas.
No âmbito da reforma da ONU, o presidente da IS considera ainda essencial a criação de um novo conselho para o desenvolvimento sustentado e «amplas mudanças» em áreas como o ambiente, o trabalho e o comércio ao nível mundial.
Em Bombaim, António Guterres intervirá, entre sábado e terça- feira, em colóquios e conferências sobre temas como a «governação democrática e responsável» e o «aprofundamento da democracia global», assim como sobre a situação no Iraque e no Médio Oriente, oferecendo ainda no sábado um jantar a dirigentes políticos e responsáveis por Organizações Não Governamentais (ONG) presentes no Fórum Social Mundial.
Elogiando «a evolução» que tem registado o Fórum Social Mundial, sobretudo por «responsabilidade do Brasil», no sentido de se definirem «caminhos de reforma», o ex-primeiro-ministro português considera que «não faz qualquer sentido ignorar este movimento dada a dimensão que atingiu».

18/12/2003

Comissão Mista Europa/EUA
António Guterres liderou a delegação europeia -- da qual também fez parte Robin Cook -- que se reuniu esta semana com uma representação do Partido Democrata norte-americano liderada por Madeleine Albright, no âmbito dos trabalhos da Comissão Mista Europa/EUA.
O tema principal do encontro foi a reforma do sistema da ONU.
D. Armindo Coelho
Em declarações ao Expresso, o Bispo do Porto, D. Armindo Coelho afirmou que "num cenário eleitoral com um dos possíveis candidatos do PSD, Cavaco Silva ou Santana Lopes, será o socialista António Guterres a ganhar."

11/12/2003

Sousa Franco
Questionado sobre o futuro de António Guterres, Sousa Franco afirmou na revista Visão acreditar nas suas capacidades para a Presidência da República.
«Mesmo que ele não queira, o PS e outras forças da esquerda e do centro-esquerda têm o dever de o tentar convencer», disse Sousa Franco.

05/12/2003

Bloco de Esquerda
O deputado do Bloco de Esquerda Francisco Louçã anunciou que o Bloco de Esquerda avançará com uma candidatura presidencial própria se o Partido Socialista apresentar António Guterres como candidato à Presidência da República em 2006.
Este blog deseja muito sucesso ao candidato do BE.

02/12/2003

Correio dos Leitores
Gostei da sua ideia de criar um blog para apoio à candidatura de A.G. Mas julgava que tinha desistido, tão grande foi a ausência...
Efectivamente A.G. tinha uma ideia para o país, uma estratégia de desenvolvimento baseada na Cultura e na Ciência, em sentido lato, evidentemente, e não confinada aos respectivos Ministérios. Estratégia que agora não existe ou que se limita aos 3% do déficit, nesta coligação formada por bimbos convencidos e ignorantes, por novos ricos da política e não só.
Foi pena que A. G. não tenha tido força anímica para lutar contra as correntes subterrâneas (dentro e fora do PS) que tão injustamente o trataram. O país ficou-lhe a dever muito e só os mediocres não querem ver. A campanha que lhe foi montada pela direita, com a ajuda da comunicação social, surtiu efeito e, por alguma razão (um dia explicará?) quis confundir eleições autárquicas com legislativas.
Espero que seja o candidato em 2006 e o próximo PR.
Teresa Ferreira

01/12/2003

Regresso
Devido a compromissos profissionais não nos foi possível manter alguma assiduidade nas últimas duas semanas.
Iremos responder ao muito correio que se acumulou no email assim que nos seja humanamente possível.
Obrigado pelo vosso interesse.
Correio dos Leitores
Trabalhei bastante «perto» de António Guterres, e todos os dias sem excepção via nele, um Homem com um H Grande, pela sua elevada capacidade humana, generosa até.
Um Homem com sentimentos, um Homem que sempre tentou e muitas vezes consegui governar para o POVO.
Saiu, porque teve a «coragem» de encarar o problema de frente.
É este o Homem que terá de ter o voto de todos os portugueses que tiveram um ALTO nas suas vidas com a governação dele.
Nunca a classe média saíu tão beneficiada com a governação de António Guterres.
É essa mesma classe média, que terá agora a obrigação de um colocar como arbitro no jogo da vida da sociedade portuguesa.
Ele é o garante da democracia.
Pedro Ledo

14/11/2003

Ferro Rodrigues
O secretário-geral do PS, Ferro Rodrigues, afirmou em entrevista concedida à Antena 1, que António Guterres, se quiser concorrer às eleições presidenciais, é um bom candidato para representar o PS.